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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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O apelo de uma jovem de 12 anos (ECO 92)

Mäyjo, 22.01.14
Em 1992, Severn Suzuki, uma jovem de apenas 12 anos, representante da ECO - Environmental Children's Organization - silenciou o mundo com apenas seis minutos de discurso às Nações Unidas.
Apesar de 20 anos passados, o pelo desta jovem continua atual e ainda merece ser visto nos tempos nos dias de hoje.

 

 

Severn Cullis Suzuki tinha 9 anos quando fundou a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente (ECO). Porém, foi somente aos 12 anos de idade que ficou conhecida mundialmente ao proferir o discurso do vídeo na ECO 92 - Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que ocorreu no Rio de Janeiro (Brasil, 1992).


Hoje Severn Suzuki é ativista ambiental, dá palestras internacionais, é apresentadora de TV, autora e membro ativo do painel sobre Meio Ambiente das Nações Unidas. 

Apesar de não terem ocorrido mudanças significativas após o seu apelo, o discurso ainda permanece atual e deve ser relembrado e sempre utilizado para a reflexão a respeito do mundo em que vivemos.

Discurso de Malala na ONU

Mäyjo, 22.01.14

Malala, a menina paquistanesa que desafiou os radicais islâmicos do Talibã por querer estudar, quase pagando com a vida por isso, se tornou símbolo da luta pela liberdade e pelos direitos da mulher.

 

Vê o discurso de Malala nas Nações Unidas, no dia 12 de julho de 2013 (Legendado em Português - BR).

 

 

A educação no feminino

Mäyjo, 22.01.14

Investir em meninas é o investimento mais poderoso para o desenvolvimento.

A educação das meninas luta contra a pobreza, a desigualdade e a discriminação.

E, as crianças nascidas de mulheres educadas são mais saudáveis ​​e sobreviver em melhores taxas.

Investir na educação das meninas produz resultados.

 

Foto: Investing in girls is the single most powerful investment for development. Girls’ education fights poverty, inequality, and discrimination. And, the children born to educated women are healthier and survive at better rates. Investing in girls' education delivers results. #investingirls Learn more --> http://bit.ly/MDGDavos

 

 

 

A apenas cerca de 700 dias para a data prevista para os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, o Secretário Geral da ONU, juntamente com os dois co-presidentes e vários membros do seu MDG Advocacy Group, vai participar de uma discussão/almoço para acelerar o progresso nos ODM centrando-se no imprescindivel investimento nas meninas. 

 

Esta sessão irá destacar abordagens específicas que permitem que meninas e mulheres em todo o mundo possam aprender, ganhar, prosperar , e controlar os seus próprios destinos. O foco está na replicação e ampliação de programas bem sucedidos e de qualidade; na promoção de abordagens inovadoras, incluindo a rápida adoção da banda larga e TICs para a educação e saúde e encorajar a colaboração para garantir os melhores resultados para as meninas e suas comunidades.

Iniciativas do Secretário Geral dos ODM, como Every Woman Every Child, Energia Sustentável para Todos, Primeira Iniciativa Global de Educação, Desafio Fome Zero, Ampliação da Nutrição e apelo do Secretário Geral Adjunto para a Ação em Saneamento, serão discutidas como mecanismos de compromisso para o setor privado.

A sessão também vai incentivar os planos e intervenções específicas que irão acelerar o progresso dos ODM nos últimos 707 dias.

9 razões pelas quais o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

Mäyjo, 22.01.14

1.Existem metade das pessoas pobres do mundo, comparativamente às que havia em 1990.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

2. A duração média de vida das mulheres na África Subsaariana aumentou 16 anos desde 1960.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

3. Sete das dez maiores economias de mais rápido crescimento do mundo estão na África.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

4. A percentagem de crianças na África que estão na escola quase doplicou desde 1970.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

5. Porque muitos países já se tornaram livres da necessidade de ajuda externa, menos de 1% do orçamento americano vai para essa mesma ajuda externa.

Por causa de quantos países já se formaram da necessidade de ajuda externa, a menos de 1% do orçamento americano vai a ajuda.

Numa pesquisa, os americanos indicaram que pensam que 25% do orçamento vai para a ajuda externa, e que 10% do orçamento deveria ir. Na realidade, menos de 1% do orçamento americano vai para a ajuda externa.

De facto: os Estados Unidos gastam 60 vezes mais em despesas militares do que em ajuda médica.

De fato:

6. Nos locais onde as taxas de mortalidade infantil são elevadas (a chance de uma criança morrer antes dos 5 anos), as mulheres tendem a ter mais filhos.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

Mas as taxas de mortalidade estão a diminuir na maioria dos países, de modo que o número de crianças por família também está a diminuir.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

Além disso, as mulheres sem escolaridade tiveram mais três filhos, em média, do que as mulheres que frequentaram o ensino médio.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

O efeito cumulativo dessas mudanças é uma desaceleração no crescimento da população mundial, que dissipa o mito de que a melhoria da saúde leva a superpopulação.

7. Desde 1960, o rendimento por pessoa, na China, subiu oito vezes, na Índia quadruplicou e no Brasil tem quase quintuplicou.

Desde 1960, a renda real da China por pessoa subiu oito vezes, da Índia quadruplicou, e do Brasil tem quase quintuplicou.

8. Um bebé nascido em 1960 tinha 20% de chance de morrer antes do seu quinto aniversário. Para uma criança nascida hoje é menos de 5%.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

Em 2035, será de 1,6%.

9. Uma vez que a população mundial está crescendo mais lentamente a cada ano:

Uma vez que a população mundial está crescendo mais lentamente a cada ano:

"Há mais crianças no planeta agora do que alguma vez haverá."

7 cidades que despoluíram os seus rios

Mäyjo, 22.01.14

7 cidades que despoluíram os seus rios (com FOTOS)

 

 

Rio de Janeiro e São Paulo passam por um grande desafio: despoluir os seus rios. Para ilustrar a complexidade da situação – mas também a sua praticabilidade –, a revista brasileira Exame publicou um artigo sobre sete cidades mundiais que despoluíram o seu rio – Seul, na Coreia do Sul, despoluiu dois.

 

Veja a lista, que até começa pela capital portuguesa, Lisboa.

 

1.RioTejo

Várias obras de saneamento e renovação de rede de distribuição de águas e esgotos, orçadas em €800 milhões, ajudaram a concluir a despoluição o Tejo, depois de décadas de maus cheiros.

O projecto, considerado um dos mais importantes, ao nível ambiental, da cidade de Lisboa, começou com a criação da Reserva Natural do Estuário do Tejo, em 2000. O plano envolveu a construção de uma infra-estrutura de águas residuais e renovação das condutas de abastecimento de água.

 

2.Rio Sena, Paris

O Sena sofreu, durante várias décadas, de poluição industrial, a exemplo de várias outras cidades europeias. Neste caso, porém, houve um agravamento: os esgotos domésticos.

O início das preocupações ambientais do rio remonta aos anos 20, mas foi apenas em 1960 que as autoridades francesas investiram na revitalização do local, construindo estações de tratamento de esgotos.

Hoje há 2.000 estações de tratamento e o Sena já tem 30 espécies de peixes. O rio deverá estar completamente despoluído em 2015.

 

3.Rio Tamisa, Londres

Com 350 quilómetros de extensão e um longo historial de poluição o Tamisa começou a ser poluído em 1610, devido à falta de saneamento básico. Em 1858, o rio era apelidado de Grande Fedor pelos londrinos, e a questão chegou mesmo ao parlamento inglês.

Ainda assim, apenas entre 1964 e 1984 chegaram verdadeiras obras de revitalização do rio, sendo criadas duas estações de tratamento de esgotos, num investimento total de €240 milhões (R$ 760 milhões).

Hoje, dois barcos percorrem o Tamisa de segunda a sexta, retirando 30 toneladas de lixo do rio por dia.

 

4.Rio Cheonggyecheon, Seul.

Os 5,8 quilómetros do rio que corta a grande Seul foram revitalizados em apenas quatro anos. Hoje, até cascatas e fontes existem no rio.

O rejuvenescimento começou em Julho de 2003, quando o Governo de Seul destruiu um enorme viaduto, com cerca de 620 mil toneladas de cimento, que ficava sobre o rio. Paralelamente, foram feitos investimentos em transportes públicos e parques verdes.

Com as melhorias ambientais, a temperatura da cidade diminuiu 3,6ºC. O rio sul-coreano era responsável pela drenagem das águas da metrópole de 10 milhões de habitantes quando o seu leito se tornou poluído. Hoje, as águas que por lá correm são bombeadas pelo Rio Han, outro que passou por um processo de despoluição.

5.Rio Han, Seul

O outro rio de Seul, o Han, tem 514 quilómetros de extensão, sendo 320 navegáveis. Fundamental para o desenvolvimento da região, o rio era fonte para a agricultura e comércio, ajudava na actividade industrial e na geração de energia eléctrica.

Degradado durante a Segunda Guerra Mundial e Guerra da Coreia, o rio recebeu um plano de desenvolvimento e implementação de Gestão da Qualidade da Água em 1998. Com a revitalização do outro rio de Seul, o Cheonggyecheon, o Han passou por mudanças e é hoje considerado limpo. O plano de recuperação ainda não acabou e passa por revitalizar mais 12 parques à beira-rio.

 

6.Rio Reno, várias cidades

Com 1300 quilómetros de extensão, o Reno nasce nos Alpes suíços e banha seis países, até desaguar no Mar do Norte, na Holanda. Durante muitos anos, o rio recebeu dejectos de zonas industriais, até que em 1986, quando 20 toneladas de substâncias altamente tóxicas foram despejadas no rio por uma empresa suíça, deu-se uma das suas maiores contaminações.

Depois deste grave incidente, as cidades banhadas pelo Reno reuniram-se e criaram o Programa de Acção para o Reno, em 1987, investindo mais de €11 mil milhões (R$ 35 mil milhões) na sua recuperação, incluindo a construção de estações de tratamento de água.

Hoje, 95% dos esgotos das empresas são tratados e há de 63 espécies de peixes a viver no rio.

 

7. Rio Cuyahoga, Cleveland

Com 160 quilómetros de extensão, o Cuyahoga é uma parte fundamental do ecossistema do Ohio, sendo lar e fonte de sustento de vários animais.

Ainda assim, como centenas de outros rios por todo o mundo, o rio ficou poluído devido à actividade industrial e esgoto residencial. Em Junho de 1969, uma mancha de óleo e outros produtos químicos vazaram para o rio, o que piorou a situação.

O plano de recuperação custou mais de €2,5 mil milhões (R$ 8,1 mil milhões) e assumiu a purificação da água e sistemas de esgotos. Nos próprios 30 anos, serão investidos mais €3,6 mil milhões (R$ 11,6 mil milhões) para manter a água em bom estado.

 

8.Canais de Copenhaga, Dinamarca

Sim, caro leitor, os canais de Copenhaga também já estiveram poluídos, quando os canos que levavam a água da chuva para os rios e canais se misturavam com a rede de esgoto, transportando os dejectos para a água. Para além disso, a poluição industrial fez com que mito do lixo da região fosse parar, claro, ao rio.

O plano de despoluição das águas e a remoção da área industrial ao redor do rio só surgiu em 1991. Assim, as galerias pluviais foram reconstruídas, os reservatórios de água foram estabelecidos em pontos estratégicos da cidade para que a água da chuva se armazenasse em caso de tempestade e o encanamento dos esgotos foi melhorado. O lixo, por sua vez, passou a ser reciclado e incinerado.

 

Foto:  IG8 / Creative Commons

 

Vídeo da NASA mostra o quanto a Terra aqueceu em 60 anos

Mäyjo, 22.01.14

Em apenas 15 segundos, um vídeo da agência espacial norte-americana mostra claramente como as temperaturas do planeta aumentaram ente 1950 e 2013

Ler mais: http://visao.sapo.pt/video-da-nasa-mostra-o-quanto-a-terra-aqueceu-em-60-anos=f766231#ixzz2r9hBYEX3

 

 

 

 

 

Publicado terça-feira no YouTube pela NASA, o vídeo faz-se acompanhar pela explicação de que o ano passado foi o sétimo mais quente desde 1880, dando seguimento à tendência de longo prazo do aumento das temperaturas globais.

À exceção de 1998, os 10 anos mais quentes no período de 133 anos de que há registos, ocorreram a partir de 2000. Os anos de 2010 e 2005 foram os mais quentes de que há registo.



Ler mais: http://visao.sapo.pt/video-da-nasa-mostra-o-quanto-a-terra-aqueceu-em-60-anos=f766231#ixzz2r9hIjct9

 

Fonte: visao.sapo.pt

Desempregadas e com baixa escolaridade são o rosto da pobreza em Portugal

Mäyjo, 22.01.14

Hoje falei disto na aula: as diferenças no desenvolvimento não são apenas entre ricos e pobre e entre países; também há diferenças e desigualdades entre sexos!

Dei o exemplo dos EUA, na aula mas aqui fica mais um: no nosso país não é diferente!

Aqui fica a prova disso:

 

Os pobres em Portugal são maioritariamente mulheres, entre os 40 e os 59 anos, desempregadas, com baixa escolaridade e com rendimentos inferiores a 150 mensais, segundo o perfil traçado num estudo da AMI hoje divulgado.

Desempregadas e com baixa escolaridade são o rosto da pobreza em Portugal

 

O estudo “Vivência da pobreza – O que sentem os pobres?” foi realizado ao longo de 2012/2013 e envolveu os beneficiários dos Centros Porta Amiga da AMI em todo país (31.842), tendo sido validadas entrevistas de 26 mulheres e 24 homens, entre os quais desempregados, beneficiários do RSI, estudantes, reformados e empregados.

Apesar do estudo ter como objetivo “percecionar a imagem vivenciada da pobreza” na população apoiada pela Assistência Médica Internacional, a orientadora do estudo e diretora da Ação Social da AMI, Ana Martins, explicou que os resultados foram validados por instrumentos estatísticos que permitem extrapolar esta dimensão para um universo mais vasto.

Traçando o “perfil dominante da pessoa em situação de pobreza no universo da intervenção social da AMI”, o estudo refere que tem “um rosto de mulher desempregada que vive na companhia de alguém, uma imagem dominantemente triste com um ar precocemente envelhecido, amedrontada, sempre com uma forte vontade de ajudar quem está pior que ela”.

Apesar da baixa escolaridade (2º e 3º ciclo do Ensino Básico) e de pertencer a uma classe social muito pobre, esta mulher perceciona-se como sendo da classe média baixa e projeta-se a cinco anos como pertencendo à classe média baixa ou até mesmo média.

“Luta por um emprego, mas a falta de oportunidades ou a precariedade do emprego, juntamente com os baixos salários, impedem-na de se autonomizar, facto que por vezes, eventualmente, numa fase mais jovem da vida, lhe provoca sentimentos de revolta à mistura com sentimentos de solidariedade e pena de si própria e dos outros que possam viver em condições piores do que a dela”, descreve o estudo.

Para esta mulher, o “rendimento adequado” seria entre os 251 a 312 euros ou acima dos 312 euros ‘per capita’, refere o estudo.

A grande maioria dos inquiridos (80%) considera o desemprego como a principal causa de pobreza, enquanto 44% atribuem aos baixos salários e 26% culpam as próprias pessoas que estão na situação de pobreza.

Quando questionados sobre se alguma vez já se sentiram pobres, 52% referem que até há pouco tempo não, mas que agora se sentem, 24% reconhecem que a sua família sempre foi pobre, 6% dizem estar em risco de ficar numa situação de pobreza e 12% afirmam não estar, nem nunca ter estado nesta situação.

Das pessoas que referem não estarem, nem nunca terem estado em situação de pobreza, metade pertencem à classe social definida pelo estudo de muito pobre e a outra metade à pobre.

Questionados sobre as possibilidades de vir a sair da de pobreza, 30% pensam que têm algumas possibilidades, 20% afirmam ter muitas possibilidades, 20% referem ter poucas possibilidades e 18% nenhuma possibilidade.

O estudo refere também que a vivência da pobreza “é fortemente associada às carências e à falta de oportunidades, provocando a construção de um universo associativo de sentimentos”.

Os sentimentos estão compreendidos numa “dimensão de âmbito pessoal” (medo, tristeza, impotência, pena, acomodação, culpa, revolta, luta, vergonha, desilusão e humilhação) e numa “dimensão de âmbito social”, que contempla a solidariedade com os outros, desigualdade/injustiça e a exclusão social.

 

Lusa

Portugal é o 12.º país da UE com maior taxa de pessoas em risco de pobreza

Mäyjo, 22.01.14

Nos 28 Estados-membros da União Europeia, ao todo, um quarto da população está nesta situação.

 

Em 2011 Portugal tinha 25,3% da população em risco de pobreza ou de exclusão social, o que corresponde a um total de 2,7 milhões de pessoas, indicam os dados publicados nesta quinta-feira pelo Eurostat – o organismo de estatísticas da União Europeia (EU). O país tem a 12.º percentagem mais elevada da UE.

De acordo com o mesmo documento, nos 28 Estados-membros da União, um quarto da população estava em risco de pobreza ou de exclusão social, o que representa um total de 125 milhões de pessoas – números em linha com os portugueses. No boletim publicado no ano passado, a percentagem da população em risco de pobreza e exclusão na UE era de 24,3% e na edição de 2009 era de 23,7%.

 

O trabalho divulgado é feito com base no inquérito EU-SILC (European Union Statistics on Income and Living Conditions) de 2012. Este estudo compila, na sua maioria, dados referentes à situação das famílias em 2011, mas também inclui alguns referentes a 2012. Os números para Portugal já tinham sido publicados em Julho pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Para o Eurostat, estão em risco de pobreza ou exclusão as pessoas que estão em pelo menos uma das três seguintes condições: estão em risco de pobreza após transferência de apoios sociais; em privação severa de bens materiais; integram agregados familiares sem trabalho ou com apenas trabalho parcial.

 

Comparando com a publicação do ano passado, Portugal passou de uma percentagem global de pessoas em risco de pobreza e exclusão 24,4% (2,6 milhões de pessoas) para 25,3% nesta (2,7 milhões) – um valor, aliás, igual ao publicado em 2011, mas ainda assim inferior, por exemplo, ao da edição de 2009 quando registou 26%.

 

Em termos totais, as percentagens mais elevadas foram encontradas na Bulgária (49,3%), Roménia (41,7%), Letónia (36,6%), Grécia (34,6), Lituânia (32,5), Hungria (32,4), Croácia (32,3), Itália (29,9), Espanha (28,2), Chipre (27,1) e Polónia (26,7).

Antes de Portugal, na 11.ª posição vem o Reino Unido com 24,1 %, Estónia (23,4), Malta (22,2), Bélgica (21,6), Eslováquia (20,5), Eslovénia (19,6), Alemanha (19,6), França (19,1), Dinamarca (19) e Luxemburgo (18,4). Os países em melhor situação são a Suécia (18,2), Finlândia (17,2), República Checa (15,4) e Holanda (15). Irlanda e Áustria não actualizaram os dados.

 

A explicação dos três indicadores

 

O Eurostat explica as três condições que contam para a contabilização da taxa e já acima mencionadas. No caso dos rendimentos, significa que as pessoas vivem em agregados com valores por cabeça que são, mesmo após os apoios, inferiores a 60% do rendimento mediano (por adulto equivalente) no país.

 

Em termos de bens materiais são consideradas situações em as pessoas não conseguem dar resposta a pelo menos quatro de nove pontos: pagar ou amortizar as contas a tempo; aquecer a casa; responder a despesas inesperadas; comer carne, peixe ou uma proteína equivalente a cada dois dias; fazer uma semana de férias fora de casa; ter um carro; ter uma máquina de lavar; ter uma televisão a cores ou um telefone (incluindo telemóvel). Já o ponto relativo às questões laborais mede o número de pessoas que vivem em agregados onde os adultos (com a excepção dos estudantes) trabalham apenas 20% do tempo de trabalho possível.

 

Em relação concretamente a Portugal, havia 17,9% de pessoas a viver em risco de pobreza mesmo após a transferência de apoios sociais (como pensões), 8,6% em séria privação de bens materiais e 10,1% com idades entre os zero e os 59 anos a viverem em agregados onde o potencial de trabalho está subaproveitado.

 

Os indicadores relacionados com o rendimento e o trabalho referem-se a 2011, enquanto os dados sobre privação de bens materiais dizem respeito a 2012 (ano em que o inquérito EU-SILC foi feito).

 

Os dados do Eurostat, divulgados no dia 5 de dezembro de 2013,são apresentados como relatando a situação que se vivia nos países em 2012. O INE explica, contudo, que, por convenção, quando se fala no indicador global de risco de pobreza e de exclusão social refere-se o ano em que o inquérito foi feito – o que na prática não corresponde à situação total em que as pessoas se encontravam.

 

O documento explica também que mesmo após a transferência de apoios sociais, 17% das pessoas dos 28 países continuavam em risco de pobreza – o que mostra que as medidas implementadas não são suficientes para combater a crise.

Os dados do Eurostat não são, contudo, os primeiros a indicar uma degradação das condições sociais em Portugal. No início de Novembro foi divulgado o “Estudo de avaliação do impacto dos planos de austeridade dos Governos europeus sobre os direitos das pessoas com deficiência”, do Consórcio Europeu de Fundações para os Direitos Humanos e a Deficiência, que dizia que as pessoas com deficiência em Portugal têm uma taxa de risco de pobreza 25% superior à das pessoas sem qualquer deficiência, consequência da actual crise económica.

 

Em Outubro a Direcção-Geral da Saúde anunciou que foram 6815 os casos de crianças e jovens em risco que mereceram a atenção dos serviços de saúde e que foram sinalizados às autoridades competentes em 2012, o que representa um crescimento de 25% em relação ao ano anterior, segundo o relatório da Comissão de Acompanhamento da Acção de Saúde para Crianças e Jovens em Risco, considerando que o cenário não é alheio ao contexto de crise global que as comunidades enfrentam nos últimos anos.

 

Fonte: Público
 

Noruega: vaga de frio do último fim-de-semana congelou cardume de peixes

Mäyjo, 22.01.14

Noruega: vaga de frio do último fim-de-semana congelou cardume de peixes (com FOTOS)

As vagas de frio têm-se multiplicado um pouco por todo o hemisfério norte, nas últimas semanas. O último país a ser atingido foi a Noruega que, no último fim-de-semana, enfrentou temperaturas mais baixas que o normal.

As temperaturas diminuíram o suficiente para congelar um cardume de arenques na costa de Lovund. Segundo Aril Slotte, especialista em peixes pelágicos do Instituto de Investigação Marina da Noruega, os animais terão sido encaminhados para águas menos profundas por corvos-marinhos, um predador destes animais. Impedidos de nadar para águas profundas, com menos probabilidade de congelar, os peixes acabaram por ficar encurralados e congelaram perto da costa.

A água do mar congela a temperaturas na ordem de -1,9ºC, uma temperatura ligeiramente mais baixa que a água doce. Segundo a Norwegian Broadcasting Corporation, a emissora pública, as temperaturas em Lovund atingiram -7,8ºC no último fim-de-semana e foram acompanhadas por ventos fortes, refere o Huffington Post.

Em Janeiro de 2012, cerca de 20 toneladas de arenque deram à costa de uma praia no norte da Noruega. Os cientistas não encontraram causa aparente para a morte dos peixes, mas as hipóteses incluem privação de oxigénio, doença ou tempestades, causas que facilmente podem causar a morte dos peixes em alto mar, que posteriormente são arrastados para terra pelas correntes.

Recorde que recentemente, também na Noruega, um sapo acordou cedo demais devido ao clima ameno, tendo morrido quando o gelo voltou.

 

in: Green Savers

 

Austrália: onda de calor é consequência das alterações climáticas provocadas pelo homem

Mäyjo, 22.01.14

Austrália: onda de calor é consequência das alterações climáticas provocadas pelo homem

 

O sul da Austrália está a atravessar uma onda de calor extremo, com os termómetros a ultrapassarem os 40ºC. Apesar de ser verão, as temperaturas anormais estão a provocar vários incêndios, a falhas no abastecimento eléctrico e até a levar a desistências de tenistas no Open da Austrália, a decorrer em Melbourne.

Os cientistas indicam que a vaga de calor extremo é um exemplo claro de como as alterações climáticas provocadas pela espécie humana estão a ter consequências na variabilidade natural do clima.

Segundo Sarah Perkins, da Universidade New South Wales, especialista no clima australiano, as últimas vagas de calor ocorreram na ausência do El Ninõ, fenómeno climático de carácter atmosférico e oceânico, que provoca o aquecimento anormal das águas superficiais e pouco profundas do Oceano Pacífico Equatorial. “Habitualmente esperamos que as temperaturas mais elevadas ocorram com maior frequência durante a fase do El Ninõ, porém, estamos a verificar ondas de calor consecutivas que não são provocadas pela variabilidade do clima”, afirma a especialista, citada pelo Financial Times.

Esta semana, as temperaturas ultrapassaram os 40ºC várias vezes e esta é a segunda vaga de calor extremo em quinze dias. Recentemente, o instituto de meteorologia australiano confirmou que 2013 foi o ano mais quente desde que se monitoriza a temperatura anual do país. As temperaturas médias estiveram 1,2ºC acima da média a longo-prazo, ultrapassando o recorde de 2005, quando os termómetros estiveram 0,5ºC acima da média.

 

in: Green Savers

 

H&M lança primeiras peças de vestuário feitas a partir de roupa reciclada

Mäyjo, 22.01.14

H&M lança primeiras peças de vestuário feitas a partir de roupa reciclada

 

Em Fevereiro de 2013, a H&M lançou um programa de recolha de roupa usada para reciclar. Um ano depois, a marca sueca vai lançar a colecção inaugural de produtos feitos a partir do vestuário usado que recolheu – e posteriormente reciclou.

A colecção consiste em cinco peças clássicas de denim, que foram produzidas a partir de algodão reciclado, como exemplo da sua “dedicação à sustentabilidade e maneira de tornar a utilização de têxteis num ciclo”.

A nova linha integra 20% de algodão reciclado, a quantidade máxima que pode ser incorporada nos novos tecidos sem que a sua integridade fique comprometida, refere a H&M. No entanto, o objectivo da marca de vestuário sueca é aumentar progressivamente o uso de materiais reciclados. A nova colecção de vestuário vai estar disponível nas lojas a partir de Fevereiro, refere o Ecouterre.

“A tendência de trabalhar com tecidos reciclados está a aumentar cada vez mais e, como designers, queremos naturalmente trabalhar com as últimas tendências e desenvolvimentos”, afirma Jon Loman, designer responsável pelas peças de vestuário recicladas. “É bom fazer algo que tanto a marca como os consumidores acreditam e que beneficia o ambiente”, indica.

A iniciativa de recolha de roupa decorreu nos 48 países onde a marca está presente e as peças recolhidas foram posteriormente enviadas para a Alemanha, onde foram recicladas pela empresa sueca I:Collect.

 

in: Green Savers

Crise no Sudão do Sul

Mäyjo, 22.01.14

Desde os combates começaram, em Juba em 15 de dezembro, cerca de 500.000 pessoas já fugiram de suas casas.

Oxfam e outras agências de ajuda estão pedindo ao público para ajudá-los a chegar a mais do Sudão do Sul, onde os cidadãos fugiram surtos de violência que matou milhares de pessoas, aldeias destruídas, e interrompeu uma paz frágil nesta nova nação. Centenas de milhares de pessoas estão a tomar abrigo em acampamentos improvisados ​​ou fora compostos da ONU, com pouco acesso à água, banheiros ou serviços médicos. 

Condenamos veementemente o uso da força violenta contra civis, principalmente mulheres e crianças, e solicita as forças de segurança sul-sudanês e outros grupos armados respeitem os direitos humanos de toda a população, independentemente da origem étnica.

A situação

A luta entre tropas do governo e forças rebeldes no sul do Sudão eclodiu em 15 de dezembro. 413.000 pessoas foram deslocadas e 66.500 pessoas buscaram refúgio em vários compostos da ONU em todo o país. No condado Awerial, a Oxfam está respondendo a um influxo de mais de 84.000 pessoas.Em 14 de janeiro, 250 pessoas deslocadas internamente (PDI) foramrelatados para ter afogado enquanto em uma balsa escapar lutando no Malakal cidade. 

Alimentos, água e abrigo das hostilidades eo sol estão cada vez mais escassos. A perda de meios de subsistência, e em estoques de alimentos das famílias particulares tem sido elevada, o que pode contribuir para uma crise de nutrição nos próximos meses. A ONU está buscando 209.000 mil dólares para as necessidades mais imediatas.

Famílias sul-sudaneses fugiram para:

  • Uganda (38.700, com 4.000-5.000 entrar diariamente, de acordo com o ACNUR), 
  • Etiópia (18.600), 
  • Quênia (7.000) e em 
  • Sudão (10.000) até o momento. 

Insegurança e ataques direcionados a trabalhadores humanitários continuam a fazer com que seja extremamente difícil para entregar ajuda, mas a ONU relatórios sobre 203.000 pessoas foram ajudou até agora global . Melhor protecção de civis, a cessação das hostilidades e um processo de paz comprometidos são urgentemente necessários.

O que Oxfam está fazendo

Chegamos a mais de 110.000 pessoas em três locais com equipamentos de água, saúde e saneamento. Oxfam é o líder do setor de distribuição de água e serviços de saneamento no município Awerial e para a capital do Juba ONU House.

 

Awerial

  • Do outro lado Awerial (também conhecido como o Lagos County) Oxfam criou depósitos para fornecer 229 mil litros de água purificada por diae 200 latrinas estão quase concluídas, para servir 75.974 pessoas . 
  • Oxfam pretende construir 1.500 latrinas a uma taxa de um mínimo de 50 por dia, utilizando a sua abordagem comunidade envolvimento comprovado. 
  • Demonstrações sobre como usar PUR de purificação de águacomprimidos foram bem atendidos por mais de 5.000 pessoas.

Juba

  • Dentro do complexo Juba ONU, Oxfam entregou água limpa , 
  • configurar 60 de planejados 240 latrinas , 
  • executar aulas de formação em higiene e 
  • forneceu ajuda alimentar para 6350 uma população de 14.142 pessoas deslocadas (IDPs).

Oxfam na região

Oxfam está presente no sul do Sudão desde 1983, fornecendo ajuda humanitária às vítimas do conflito, seca e inundações, bem como a assistência ao desenvolvimento a longo prazo de algumas das comunidades mais vulneráveis. Ao longo deste tempo, temos ajudado mais de 500.000 pessoas e estamos comprometidos com a assistência contínua durante esta crise atual.

 

 

 

Foto: Oxfam international

 

in: http://www.oxfam.org/en/sudan-southsudan-crisis

 

Oxfam: 1% da população detém quase metade da riqueza global

Mäyjo, 22.01.14
O instituto que procura soluções para a pobreza mundial conclui que quase metade da riqueza mundial se encontra concentrada em 1% da população no relatório que emitiu para o Fórum Económico Mundial, em Davos, que cita a desigualdade como a segunda maior ameaça à estabilidade da economia.

O grupo dos 1% mais ricos do mundo detém 110 biliões de dólares (81 biliões de euros) e controla mais de metade do património mundial, segundo o relatório elaborado pela Oxfam para o Fórum Económico Mundial, em Davos. 85 pessoas detêm uma riqueza igual à da metade mais baixa da população mundial.

 

A confederação internacional que procura soluções para a pobreza adverte que os actuais “níveis extremos de concentração de riqueza” ameaçam excluir centenas de milhões de pessoas das oportunidades de desenvolvimento, segundo o relatório elaborado para apresentar em Davos. O Fórum Económico Muncial cita as desigualdades como a segunda maior ameaça à estabilidade.

 

Se a riqueza detida pela metade da população mundial com menor acesso a recursos é igual à das 85 pessoas mais ricas, o grupo de 1% das pessoas com maior património detém o equivalente a 65 vezes a riqueza da metade mais pobre da população mundial, lê-se.

 

“Uma certa medida de desigualdade é essencial para induzir crescimento e o progresso, recompensando aqueles que têm talento, conquistam aptidões e a ambição para inovar assumir riscos produtivos”, enuncia o relatório. “Contudo, os níveis extremos de concentração de riqueza que ocorrem hoje ameaçam excluir centenas de milhões de pessoas de se apropriarem dos benefícios dos seus talentos e trabalho árduo”,conclui.

 

Nas últimas décadas, o mesmo grupo de 1% conseguiu aumentar a sua riqueza em 24 dos 26 países para os quais a Oxfam detém dados relativos ao período de 1980 a 2012. Os mais ricos também estão a sair de forma mais favorável da crise que ocorreu em 2008, sendo que 1% da população dos Estados Unidos da América captou 95% do crescimento gerado desde 2009.

 

 

in: Jornal de Negócios